Novo disco! “De todos os futuros”

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De todos os futuros, segundo álbum de Olavo Barbi, mais conhecido como Oleives, é um disco de canções, quase como se fossem crônicas, que avançam por caminhos existenciais e filosóficos. Passando pela tangente está o amor – menos do ponto de vista óbvio e mais no sentido de como se enxerga a vida.  Em seu primeiro disco, Segunda-feira, de 2010, o cantor e compositor belo-horizontino já se enveredava por esse universo de forma lírica, e também sem ingenuidade.  

 

 Dentro de uma atmosfera ricamente sonora, no qual folk, blues, pop e MPB têm lugar de destaque, De todos os futuros mostra-se um álbum quase 100% autoral, não fossem as releituras das consagradas Equatorial, de Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges, e Lígia, obra-prima do mestre Tom Jobim. Com produção musical de Robertinho Brant, conhecido por ter produzido discos de artistas como Seu Jorge, Vander Lee, Chico Amaral e Marina Machado, o CD conta com dez faixas, oito das quais assinadas por Oleives, sendo três parcerias – duas com o poeta e jornalista mineiro Fabrício Marques e uma com Dinho Ouro Preto e Alvin L. 

 

Oleives tem relevantes qualidades como músico e intérprete, mas o que vem à frente é o compositor. O processo de gravação durou três anos, entre idas a estúdios no Rio, Nova York e Belo Horizonte, mais especificamente ao Estúdio Locomotiva, do qual Oleives é sócio. Por mais que o disco tenha sido construído minuciosamente, a parte espontânea do processo, que inclui o clima de proximidade entre os músicos, foi decisiva. Nesse sentido, a falta de pressa foi um trunfo que Robertinho Brant soube usar a favor na busca cuidadosa pela sonoridade de cada canção e também na unidade que permeia o álbum. 

 

As variações de climas e cores sonoras refletem também as presenças de luxo que Oleives e Robertinho trouxeram para colaborar no disco. Do arranjo de metais do jovem e talentoso Frederico Heliodoro, passando pelo flugel horn (espécie de trompete) de Wagner Souza, a tabla indiana do respeitado músico Marcos Suzano, o solo de guitarra do potente Marcelinho Guerra, o dedilhado inconfundível do violão de nylon de Tattá Spalla, o imponente contrabaixo acústico de Alberto Continentino, até o som da gaita de um dos melhores do mundo, o americano William Galison, que acompanhou nomes como Sting, Donald Fagen e Madeleine Peyroux, é evidente a potência da entrega dessa turma para timbres e traçados líricos.

 

De todos os futuros é uma ode às possibilidades criadas e encontradas ao longo da trajetória, no qual, para Oleives, a música parece ser a mais forte delas. Na canção-título, com letra assinada por Fabrício Marques, os versos deixam pegadas fundas no caminho suave que o músico pretende trilhar: “De todos os futuros / Você é o que afasta o escuro / Das coisas importantes / Você é a mais diamante / De todas as certezas / Você é a de maior beleza”.

 

 

 

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